Histórias da Produção – Etapas da escrita

2 - Etapas da Escrita

O que é um épico? De acordo com o Dicionário Michaellis, épico é sinônimo de epopeia, que por sua vez é uma sequência de acontecimentos grandiosos.

Desde a primeira vez que imaginei a história de Exidium, provavelmente entre meus 14 e 15 anos, ela já era uma história épica, com enormes movimentos em sua narrativa, sobre seres titânicos e sobre a grande guerra que mudaria a galáxia para sempre!

Como já expliquei no artigo inicial de histórias da produção (www.livroexidium.wordpress.com/2017/07/13/historias-da-producao-origem/) as inspirações foram variadas, indo de Animes de luta até clássicos da literatura de Ficção Científica.

Três capas - cores diferentes

Mas como se faz a construção de um épico? Como construir uma história gigantesca, que envolve literalmente TRILHÕES DE VIDAS e não cair na simplicidade de uma generalização, nem numa narrativa didática chata ou enfadonha?

Essa é a parte difícil de explicar, pois passei os últimos 15 anos de minha vida escrevendo e reescrevendo essa história, tentando descobrir como fazer isso. Apesar de estar satisfeito com o resultado, meu esforço foi tanto, que provavelmente jamais farei isso de novo!

Claro que se o processo de construção dessa história passou por vários estágios – a maioria deles intuitivo –  posso fazer uma retrospectiva do processo, elencando esses estágios de produção da seguinte forma:

1 – Criação de um cenário vasto e do Conflito (Quando imaginei os nomes dos 4 reinos e o conflito principal)

2 – Criação dos personagens + arcos básicos de suas histórias.

3 – Escrita de uma sequência narrativa simples e completa (O texto original tem pouco mais de 100 páginas datilografadas à máquina)

4 – Reescrita 1 (com digitação da história e ampliação da narrativa)

5 – Leituras testes (Feitas por alguns amigos como Bruno S. Nascimento, João e Plínio)

6 – Discussão (com o amigo Plínio ) o sobre os problemas da história (em especial a apresentação que tratava o cenário como um livro de cenário de RPG)

7 – Rescrita 2 – Ajustes na sequência narrativa (Mais desenvolvimento de cenas, em especial no 1ª ato, criação de mais personagens secundários e trabalho na narrativa das cenas)

8 – Leituras de teste 2 (Amigos Rafael e André e Wellington)

9 – Rescrita 3 (Com ampliação de cenas e ajustes em diálogos)

10 – Revisão gramatical (por Tatiana Santos, uma amiga da faculdade de Letras)

11 – Leituras de teste 3 (Amigos Fernando e Júlio, os parceiros autores de Warwolf: O ritual)

12 – Reescrita 4 (após Lançamento de Warwolf: O ritual) – Foi o momento de repensar alguns povos, inserir novas influências, novos personagens e mais um arco de histórias. Aqui foi também a hora de melhorar as motivações de cada personagem, sem modificar muito o que era feito por eles. O objetivo desta reescrita foi amadurecer a história, buscando ajustar o tom de seriedade e verossimilhança à cada cena.

13 – Copydesk por Andréia Kelly Marques.

14 – Discussão e solução de argumentos fracos ou pouco explorados.

15 – Ajustes finais / Reescrita de algumas cenas.

16 – Conclusão do Trabalho de ilustração (iniciado junto com a reescrita 3)

17 – Revisão editorial com Amanda Maia. (Exigindo, ao menos mais 2 leituras de minha parte)

18 – Diagramação por Bruno Lira e últimos ajustes editoriais (Textos da capa, Apresentação, etc).

boa escrita

Embora tudo isso possa parecer um interminável trabalho, a escrita de Exídium foi um processo prazeroso de crescimento, descoberta e dedicação. Durante os anos em que dediquei meus pensamentos a essa história, sempre me peguei mais e mais apaixonado por ela, por motivos que iam se transformando junto comigo.

Se em minha adolescência, eu amava esta história por ela ser ter cenas excitantes de super-lutas no espaço e batalhas de uma escala insana, hoje eu a amo por sua mensagem de cooperação e superação de diferenças e por conseguir manter sua verossimilhança do começo ao fim de suas quase 500 páginas.

Uma curiosidade é que apesar desta história ter sido modificada por 4 reescritas, a maior parte dela já existia lá no primeiro rascunho, feito à máquina. O que foi mudando e sendo melhorado, não foram os eventos narrados, mas sim a forma de apresentá-los.

Outra curiosidade é que um dos primeiros leitores de Exídium foi o jovem Bruno S. Nascimento, que me conheceu quando tinha apenas 14 anos, jogando RPG com nosso grupo de amigos. Anos mais tarde, após se formar em Produção Multimídia, eu o desafiei a ilustrar algumas naves. O Resultado do teste? Ele tornou-se o primeiro ilustrador do livro! (A questão do trabalho de ilustração ficará para o próximo artigo de Histórias da Produção.)

rascunho Aracna

Termino desejando que os leitores de Exídium entendam que não me propus a escrever, nessa empreitada, uma obra perfeita, inclusive foi abraçando minhas limitações enquanto escritor que consegui direcionar maus esforços e melhorá-la de todas as formas que pude. Por outro lado, desejo que todos os seus futuros leitores busquem o exercício de imaginar a escala, a intensidade do drama e a ousadia do uso destes personagens, que são ao mesmo tempo tão diferentes de nós e tão humanos quanto cada leitor!

Extrudor

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